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Sobre pessoas e lugares: senão puder ser você mesma, vá embora.

Sobre pessoas e lugares: senão puder ser você mesma, vá embora.

Por muito tempo (o que é o tempo?), sempre tentei caber em lugares, em ambientes, em grupos e também em relacionamentos.
Me moldando.
Me podando.
Me contendo.

Ao longo do tempo, esse foi meu desafio que hoje, encarei como lição de vida: a gente não cabe porque queremos, porque estamos incompletos, porque nos sentimos solitários.
E o mesmo, vale para o fazer caber: ninguém cabe só porque comprou sua idéia, ou porque é legal. 

A gente pertence.
E quando a gente entende isso, a gente solta. 
Deixa livre naquela máxima: solta que volta, e se não voltar, tá tudo bem também. 
É aquela amizade de anos que não faz mais sentido, é aquele sonho de adolescente ou adulto que não preenche mais, é aquele relacionamento idealizado por seu “eu” do passado, ou por todas as histórias e contos que você leu quando criança.
Já bati em muita parede, já comprei sonhos que não eram meus, já doei muito onde não havia espaço.
Hoje, eu sigo observando, sentindo, indo “embora”, de lugares, de hábitos, de ciladas do meu ego. 
E, olha, a sensação de liberdade do ir embora onde não cabemos, tem me trazido experiências, pessoas e lugares que eu nem imaginava em meus sonhos, acessar e viver.
É um trabalho danadinho, se reconhecer. 
Tem que desprender, tem que deixar ir. 
Esvaziar para então, receber.
E vale a pena.
Vale muito! ❤️

texto por: Laila Mengarda
foto e título: Ryane Leão